06/03/2008 – INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES NA AMAZÔNIA / A INFRA-ESTRUTURA – GARGALO PERMANENTE
VIVENDO A LOGÍSTICA
INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES NA AMAZÔNIA
Sob iniciativa do FIEAM – Federação das Indústrias do Estado do Amazonas foi realizado no dia 26/08/96 um encontro de empresários do setor de transportes onde foi discutida a infra-estrutura na área de Transportes na Amazônia.
Um dos temas amplamente debatidos foi a abertura de cabotagem à navegação estrangeira, proposta colocada pelo FIEAM para superar o problema de transportes da Zona Franca de Manaus.
Confira no link abaixo, a repercussão em vários jornais locais.
J.G. Vantine.
PONTO DE VISTA
A INFRA-ESTRUTURA – GARGALO PERMANENTE
No Jornal Nacional do último dia 03 foi apresentada a matéria “A Alegria dos produtores de Soja”. O preço da soja subiu e alcançou seu maior valor da história. Tem mais pessoas no mundo e mais pessoas comendo algumas refeições por dia.
Como dizem os filósofos a alegria é passageira. Comocommoditie, a exportação tem sido o principal canal comercial para este grão, requerendo a utilização de portos marítimos e fluviais para seu escoamento. Com a produção ocorrendo distante dos portos, produzir não basta. O produto tem que ser entregue ao cliente em algum lugar do planeta.
Nem sempre a soja pode ser embarcada em barcaças fluviais ou em composições ferroviárias para vencer a distância até o porto para exportação. Quando isto ocorre, é possível se obter os menores custos totais, caso contrário, por falta destes modais ou por excesso de demanda, apela-se para o transporte rodoviário. Veículos cada vez maiores transitam cheios ou vazios por centenas e até milhares de quilômetros para viabilizar a operação.
O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, logo deveria ter a melhor infra-estrutura de transporte do mundo, devidamente adequada às necessidades. A silagem tem crescido, mas ainda não atende à demanda. Rodovias, terminais interiores e portuários deixam a desejar. Enquanto os planos não se concretizam vamos à reboque das expectativas. Não é para “falar mal” de governo ou governos, mas considerando que os recursos são sempre inferiores à necessidade, devemos continuar agindo na busca da eficiência, pois a Logística é uma das áreas da administração em que se pode perceber claramente que “Tempo é Dinheiro”. Custos elevados corroem o preço original e os resultados são construídos por volume e por margem.
Devemos agir em pelo menos duas frentes; além de “botar a carga na estrada”, devemos continuar cobrando ações das autoridades, pois enquanto as obras não vêm, o volume de transporte continua crescendo.
C.B.Marra
